segunda-feira, 21 de maio de 2012

Conversa ao pé da página

http://www.conversapepagina.com.br/index.php

Um evento para quem adora a leitura e pensa em como expandir isso ao Brasil, principalmente porque como diz meu Mestre Sérgio Vaz, "quem lê enxerga melhor".



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Crônica

Não sei escrever cônicas, mas tenho me arriscado.


Tensão pré-vestibular

Acordei mais cedo que o de costume. Tomei um banho frio, o dia seria quente. Bebi o café que mamãe havia feito, hoje seria o grande dia.
    Lembro dos meses de tensão, muitas cobranças, todos perguntavam o que eu ia fazer. Sempre dava muitas opções porque não tinha definido ainda. Não sabia muito bem o que queria, sempre gostei de escrever, mas o esporte também é minha praia. 10 anos de capoeira e futebol desde nascença, dúvida cruel.
    Pensei em ser médico, mas teria que deixar de trabalhar e isso seria impossível, uma vez que é um curso que leva o dia todo, preciso trabalhar, minhas contas são pagas pelo meu trabalho, medicina, psicologia, seria luxo, não podia passar fome no luxo.
    Passei a ler romances policiais, cheguei a cogitar ser do FBI, mas desisti na mesma hora, meus pais me ensinaram a ser honesto, humilde, educado e nada disso tem nessa profissão.  Além disso, segurar uma arma não tem nada a ver comigo.
    Decidi que abriria um site de relacionamento nas redes sociais, algo “novo” que revolucionasse a internet, quem sabe falar ao vivo sem precisar de banda larga, só que o projeto não caminhou, principalmente porque não domino os computadores. O que fazer? A cobrança persistia, tem gente que não estudou e é milionário, tem gente que estudou tanto que esqueceu o porquê que o fez, intelectuais dominam o país e a maioria vive na miséria enquanto eles enriquecem mais a cada dia.
    Pensei em desistir e virar um ativista, mas não sei se daria certo porque não gostaria de descobrir que gente lucra com isso, prefiro manter a ilusão. Cheguei a realizar trabalhos sociais, isso me agradou, uma vez que fazia o que gostava, não lucrava com isso, mas as coisas realmente mudavam para melhor.
    Que dia, meu Deus! Preciso ligar o computador, acessar a internet... a internet...a internet... Que coisa lerda...
    Minha mãe não entende meu nervosismo, ninguém me entende! Acesso a lista dos aprovados, procuro, procuro e nada. O desespero começa a bater, uma ansiedade me arreda o peito, depois de tanto trabalho, dedicação, não encontro....
    Ahhhhhhh!
- O que a aconteceu, meu filho?
- Meu nome não está na lista de aprovados.
- Que lista?
- Como que lista? A senhora não lembra que prestei o vestibular?
- Sim, meu filho, mas já faz 16 anos.
- Como assim?
- Ué, Carlos, você estudou ciências sociais, e hoje é professor de escola pública, quer dizer, há 07 anos, você virou professor.
- Mãe... Acho que estou trabalhando demais.

Marcio Vidal Marinho.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O amor



O amor
Marcio Vidal Marinho


Fazer poesia é como jogar Capoeira.
O golpe deve ser bem dado
como a palavra colocada.

A ginga tem que ser boa
como o poema ritmado.

Escrevo sobre o amor
simplesmente porque amo.

Nasci e cresci na periferia
já vi e previ muitas desgraças
no entanto, também conheci o amor.
Tudo ali, no mesmo lugar.

Falar de amor
não é abandonar a luta
até porque minha luta é baseada no amor...

no amor pela vida
no amor da mulher
no amor humano
no amor a periferia.

Cada poema que escrevo
só aumenta o amor que sinto.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Bom dia















Bom dia

O sol matinal ilumina
os corpos que tecem
mansamente o amor.

O brilho invade
as frestas, os orifícios
que arranca o suor
dos corpos adormecidos.

A cada raio germina
o amor dos que aquecem
os corações.

Sentem o saber
das bocas úmidas
das mãos cálidas
dos enlouquecidos
que nascem como uma flor
de um bom dia.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pablo Neruda eterno capitão!



O novo capitão
Marcio Vidal Marinho
À Pablo Neruda

Sou o capitão do exército da libertação
luto por todos os povos
minha raiz é universal
escrevo em favor da justiça.

Da poesia verdadeira
que descreve seus anseios mais íntimos
da mulher que conquista a igualdade
que nunca deveria ter sido diferente
dos homossexuais que lutam contra as religiões
porque elas que disseram que Deus é intolerante
Não luto pela cor, luto pelo humano.

Sou ascendente da patente do capitão Neruda
que me deixou o mar para cuidar
e a humanidade para restaurar.
Desde então meus ombros pesam
rastejo sobre o solo
meus olhos procuram o caminho.

A noite apresenta suas magníficas estrelas
o manto sagrado
sou o capitão, levantem as velas, vamos partir,
a luta continua companheiro.  

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sem título, ou seria sem eira nem beira?


Hoje não acordei
jantei no café
e almocei na janta
levantei como o zumbi
que age sem saber o que faz.
Corri como a lebre que foge do caçador
e voei como um pássaro.
Minh’alma escorre sobre os pés
a mulher que me observa tem olhos famintos
olhos maiores que meus pés
já não sinto meus pés
o que sinto é sede.
Isso é um sonho
e será que encontro
um copo de cerveja em algum lugar?
É preciso matar a sede

domingo, 26 de junho de 2011

Novidades

Felicidade
Marcio Vidal Marinho
À Roberto Ramos

Nada melhor do que
amar e tomar
um bom e velho whisky.

Bob discorda,
prefere a boa
e velha cachaça
mineira
ao escocês.


Visita ilustre
Marcio Vidal Marinho

Drummond veio à minha casa
sentou em meu sofá
bebeu da minha água
desejou-me bom dia
e pediu para que lhe
desse um poema simples.

Respondi francamente
o simples é muito difícil
não aceita um soneto?

Ele, calmo e humilde me diz...
  -  Quando terminar este verso
terá seu primeiro poema.